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Amor próprio

Então que agora é assim: apenas nos pensamentos.
E cada dia menos.
Menos.
Nem mais uma palavra, ou fotos, ou cartas, ou e-mails, ou conversas eletrônicas.
[Chega das lembranças inúteis de palavras vãs e promessas não cumpridas.]
Nem mais nem mesmo as lembranças - que tem se tornado cada vez menores.
Escassas.
Esquecidas.
Nem mais as histórias pra contar, ou as palavras pra trocar.
Nem mais nada.
Então agora é assim: cada vez mais distante, mais perto do poço fundo do esquecimento.
Mas nos dias de calor ainda lembra-se que...
Nos dias de frio, coloca-se no fundo da caixa que fica embaixo da cama.
Nem mais uma notícia.
Nem mais uma lágrima.
O que sobrou foram as músicas e suas melodias que também não são mais ouvidas, em especial aquela música.
O que sobrou foi uma lição pra vida toda.
O que sobrou foi um resto de nada, do que talvez nunca tenha existido.
Sobraram sonhos.
Sobraram sentimentos.
Sobraram sorrisos.
Sobraram coisas verdadeiras e sinceras que você nunca saberá quais são.
Não por nada, mas simplesmente por que agora que não as quer dividir sou eu.

"Você pode desconfiar de uma admiração, mas não de um ódio. O ódio é sempre sincero."
Millor Fernandes



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Questões da humanidade

O ser humano, assim como os outros animais, é curioso por instinto. Mas, por ser "mentalmente" mais evoluido, é graças à essa curiosidade que se deve muito da história da evolução e da modernização. Por todo seu histórico já conhecido, a nossa espécie é levada a responder perguntas que, de alguma forma, podem modificar nossa maneira de ser e de agir. Mas, obviamente, há aquelas perguntas sem resposta, aquelas perguntas que intrigam a humanidade. A necessidade de saber, por exemplo, de onde viemos e para onde vamos é uma das maiores questões que regem o universo. São perguntas feitas "desde que o mundo é mundo" e que contam com uma série de respostas inexplicáveis, do conhecimento de poucos ou até mesmo inexistentes.
E nesse universo de perguntas simples para respostas complexas, caminha a humanidade. Você nasce, cresce, vai à escola e aprende. Aprende a viver em grupo, aprende a dividir, a ter amigos, criar inimigos, aprende a aprender, aprende a enfrentar. Você aprende o alfabeto de forma fácil e tranquila. Aprende que a letra "A" é de abelha, "B" de borboleta, "C" de cachorro, "G" de girafa. Aprende que a abelha zumbe, que a vaca muge, o cachorro late, o gato mia e a girafa... Que som faz a girafa? Busquei no zoo, no you tube e no google mas a resposta mais próxima que tive para essa pergunta é que a girafa geme. Pois é, mas essa resposta não me convenceu. Nunca conheci alguém já tenha ouvido o "gemido" da girafa, sequer nos filmes ou nos desenhos ela se pronuncia  (a não ser a Melman, que fala como humano). No zoo, os próprios funcionários nunca ouviram. Coitadinha da girada! :(
Quer fazer um teste? Chame seus amigos e peça que eles imitem animais. Peça para imitar o gato, o cachorro, o pato, mas quando chegar na girafa o silêncio vai imperar.
Essa, sem dúvida é a terceira maior questão da humanidade. O dia que soubermos de onde viemos, para onde vamos e que som emite a girafa (e ouví-lo também), o mundo encontrará toda sua plenitude.


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Cotidiano

E carros buzinam nas ruas, vão de um lado para o outro incessantemente. Todos apressados, precisando chegar em algum lugar, algum destino desconhecido dessa cidade de meu Deus.
No ouvido, o iPod com músicas de todos os ritmos: cada uma para um humor.
Até aos finais de semana a correria permanece.
E corre pelas ruas, espera o ônibus, anda pra lá, anda pra cá, encontra amigos, conversa, ri, cinema, anda mais um pouco, mais ônibus, resolve ir pelo metrô.
Ah, o metrô!
Meio de transporte completamente eficiente pela sua agilidade e limpeza. Claro que há dias em que se encontra insuportávelmente lotado, mas tudo depende do destino e da hora. A linha verde, por exemplo, é o paraíso aos finais de semana.
Aguarda o trem (oba! veio o trem novo com um ar condicionado maravilhoso), entra e se acomoda. Foi ao som das músicas dançantes de Michael Jackson que se viram. Trocaram um sorriso e nada mais.
"Estação Consolação".
Ah, a Avenida Paulista. A avenida mais bonita e charmosa do Brasil. Nela, temos certeza de ser paulistanos, sentimos correr nas veias as alegrias de ter o privilégio de nascer e morar na capital econômica do país.
Sorriu novamente e acenou um tchau com a mão. Saiu andando.
"Até que aquele rapaz era bem bonito", pensava.
E como num toque de mágica lá estava ele, bem do seu lado, apresentando-se, falando coisas engraçadas e, por fim, pedindo o telefone.
Uau! Um produto desses não e todo dia que aparece.
A linha verde tem mesmo seu valor.
E São Paulo, mais ainda!

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Este blog é fantástico


Ganhei esse lindo presente da Lyani, e nem preciso dizer que amei, né?


Aí vão as regrinhas:
1. Enumerar cinco coisas que você gosta em um livro:
O título, a capa e o enredo


2. O que você seria capaz de fazer por um livro?
Esperar meses, desesperadamente, por seu lançamento...


3. Quando você vai comprar um livro, o que te chama a atenção? Enumere quatro coisas:
O título, o preço, a capa, o autor


4. Cite as nove melhores coisas em uma amiga:
Sinceridade, companheirismo, lealdade, amor, risadas, abraços, histórias, conversas, o tempo (que sempre as fortalece)



5. Indicar três blogs para o selinho:
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Enfim, publicitária!

Quatro anos se passaram. Quatro longos e quase intermináveis anos desde o dia em que optei por essa faculdade para mudar o rumo da minha vida. Foram quatro anos sofridos, levados a duras penas. Há quem diga que a época universitária é a melhor da vida de alguém, sinceramente, tive (e terei) épocas muito melhores. Mas aqui eu aprendi muito, não posso negar. Aprendi não exatamente o que entrei com o intuíto de aprender (isso eu o fiz na prática, no dia a dia, apanhando e levantando), aprendi, sim, a colocar minhas garras pra fora quando necessário, a defender idéias, objetivos, aprendi a passar por cima de muita coisa sem maiores remorsos e a brigar (e muito) pelas minhas idealizações e projetos. Foram quatro anos que bem ou mal me mudaram, me fizeram crescer internamente, contribuíram através de crises de dor de cabeça, gastrite, náuseas, entre outras, a despertar em mim um ser mais forte, rigoroso e – por que não dizer – frio às vezes. Foi sem dúvida uma experiência de vida e tanto! Conheci todo tipo de gente – inclusive aquele tipo que não devo nunca me relacionar -, conheci todo tipo de opinião e também pessoas das quais nunca vou me esquecer. Tive muitos empregos, muitas experiências profissionais e lá estão a maioria esmagadora das pessoas que aprendi a amar. Pessoas que se mostraram muito mais que colegas de trabalho, pessoas que me deram – e ainda me dão - a mão em todos os momentos necessários, pessoas únicas.
Agora tudo é passado, com exceção das amizades firmadas ao longo desse tempo. Tenho um longo caminho a trilhar e uma vida toda à conquistar, vou “tomar o mundo feito Coca-cola” - como diz a música de Lulu Santos - e seguí-la com a certeza de que estou mudada e crescida interiormente.
Agradeço aos meus amigos do peito que me aguentaram na alegria e no “chilique”, que riram e choraram comigo ao longo desse ano de 2009 - passado a duras penas- , mas dou muita ênfase ao Bruno que me aguentou desde o começo do ano, me ajudando com as peças e com a pesquisa (momento de desespero total, que eu mais precisei) e, claro, ao meu amigão do coração Risa, que me estendeu a mão montando aquele vídeo maravilhoso (sem o qual a apresentação não seria a mesma). Amo todos vocês, sem exceção. Não posso deixar de falar naqueles que tiveram todo seu empenho em me ajudar atrapalhando e provando  - de todas as formas possíveis - que simplesmente não se importavam. A essas pessoas eu agradeço por terem me mostrado o quão forte posso ser perante algumas situações, a essas pessoas devo algo que cresceu em mim e que aprendi a utilizar com maestria, a elas devo o desprezo.
Não apenas a esses quatro anos, mas todos os outros vinte devo à minha mãe que mesmo não gostando muito da opção de curso que eu fiz, me ajudou de todas as maneiras que um ser humano pode ajudar ao outro. A ela devo tudo que sou e mais um pouco, nem tenho palavras para descrever o quanto sou grata: amo-te até o infinito. Claro, não posso deixar de falar na Babaloo, o bebê da casa que está conosco há 13 anos e que nunca deixou de me fazer companhia e estar ao meu lado, menina dos olhos.
Devo a todos vocês grande parte do que sou hoje.
Agora, a vida começou de verdade.

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Minha nota 10 é pra você!


Ganhei esse presente lindo da Carlinha.
As regras são as seguintes:

- Escrever uma lista com oito características suas ou do seu bichinho.
- Convidar oito blogueiros para receber o selinho.
- Fazer um comentário no blog de quem deu o selo.
- Comentar nos blogs ou enviar um e-mail aos que vão receber o selinho.


As características da Bah, minha bebê poodle:
- Dorminhoca;
- Gulosa;
- Preguiçosa;
- Curiosa;
- Dengosa;
- Amorosa;
- Gordinha;
- Linda de viver.

Os blogs indicados:
- Entre aspas
- Olhos de Mar
- SodaPop
- La Sociére
(não tenho mais pra indicar rsrs)

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Tarde quente de primavera

O amor adoeceu em uma tarde de primavera [contrariando todos os contos], adoeceu e deixou em seu lugar uma coisa amarga qualquer. Um sabor que incomoda o paladar, foi nisso que ele se transformou depois de tanto tempo de agonia. Ele deve ter relutado contra esse tipo de bactéria ou vírus, mas acabou entregando-se a um leito esterilizado, cheio de aparelhos, tendo dificuldades até para respirar.
Foi numa tarde quente de primavera, e apenas eu estava ali para vê-lo nessa completa agonia.
Enquanto o vento quente daquela tarde batia em meu rosto, ele apenas... agonizava.
O amor tem adoecido para tantas pessoas a minha volta, tem entregado-se ao cansaço e aos pecados de vidas humanas desprezíveis e cheias de erros. O amor tem caído de cama dias sim, outros também, tem se calado às dores e às decepções as quais ele é submetido.
Qualquer tipo de amor é suscetível a crises, qualquer tipo de amor pode cair em desgraça, mas aquele tipo mais puro, mais transparente é, sem dúvida, o mais frágil. Cuidado: esse também é o tipo mais perigoso, quando ferido, pode transformar-se em uma espécie de ódio singular, pode ser capaz de fazer sangrar até a última gota sem um único pingo de arrependimento.
O amor tem mostrado as suas faces: ora negras, ora brancas. Como todos nós ele também tem seus momentos. São seus âgulos, temos que respeitar.
Há de chegar o dia em que ele vai sair desse coma quase eterno e sorrir para o mundo novamente, sem medo de ser feliz. Trilhará novamente seu caminho e cantará com os pássaros.

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